São várias jogadas de curta duração. 11 jogadores de um lado, 11 do outro. O uniforme é quase que um equipamento de segurança. “É basicamente um jogo de estratégia e conquista de território”, explica Rodrigo Pons, jogador de ataque da seleção brasileira de futebol americano, “O time de ataque tem 4 chances para avançar pelo menos 10 jardas (1 jarda =0,91 metro) em direção ao final do campo do adversário; conseguindo, tem mais 4 oportunidades e assim se repete até que ele não consiga avançar as 10 jardas ou a defesa adversária consiga recuperar a bola”. Entendeu?

Seleção brasileira de futebol americano na Copa do Mundo

Pois é, não é lá muito fácil entender mesmo. Não estamos muito acostumados com o esporte, que não é muito popular aqui no Brasil e daí fica difícil entender as regras. Mas vale a pena prestar atenção já  que, depois de muitos anos de esforço e dedicação, nossa seleção conseguiu um lugar para competir a Copa do Mundo de futebol americano, que vai rolar entre os dias 9 e 18 de julho no Tom Banson Hall of Fame Stadium, em Ohio, nos Estados Unidos. O próprio Rodrigo acabou tendo contato com o esporte por acaso, através de indicações de amigos. Começou jogando na areia em 2004, no time Falcões. Em 2009 ele passou a jogar na grama com todo o equipamento completo e, a essa altura do campeonato, jogava no Rio de Janeiro Imperadores e também era convocado da Seleção. “Lembro que em 2007 rolou a primeira convocação da seleção brasileira para um amistoso contra o Uruguai e nós tivemos que usar equipamentos emprestados dos uruguaios para jogar porque ninguém jogava com equipamentos no Brasil e muito menos os tínhamos”, ele conta.

Seleção brasileira de futebol americano na Copa do Mundo

Para Rodrigo, “O esporte no Brasil, como um todo, não é muito incentivado”. O carioca lembra que, mesmo no futebol, nosso esporte mais divulgado, há times da Série A que têm dificuldades de patrocínio. “As empresas continuam com uma visão muito limitada de exposição da marca quando falam de  marketing esportivo”, ele analisa, “A mídia cobre praticamente só o futebol e as poucas instituições, federações e atletas que têm boas ideias de marketing esportivo não conseguem implementá-las”. Mesmo com todas as dificuldades, nossa seleção ganhou do Panamá, em janeiro desse ano, e em uma disputa elástica (26×14), conquistaram a vaga dos representantes da América Central e do Sul para disputarem o mundial.

Seleção brasileira de futebol americano na Copa do Mundo

“Nosso objetivo é representar bem o Brasil e fazer com que o futebol americano brasileiro seja respeitado no mundo todo”, Rodrigo conta. De acordo com ele, o sonho foi sempre tão focado em chegar até a Copa do Mundo que a equipe ainda não conversou sobre as pretensões futuras. “Acho que nos classificarmos para a semifinal já seria uma enorme conquista”, ele solta. E nós, pouco a pouco, vamos entendendo melhor esse esporte tão interessante e específico e nos mantemos na torcida para que muitas outras conquistas venham!

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