Tem coisas que são atemporais. Todo mundo, em algum momento já cantou baixinho, quase que sussurando um pouco de suas letras. “Mas se ela voltar, se ela voltar, que coisa linda, que coisa louca/ Pois há menos peixinhos a nadar no mar do que os beijinhos que eu darei na sua boca”. Pois é. João Gilberto é referência quando pensamos em voz e violão. Ele, que é baiano de nascença, morou no Rio por muitos anos. Foi por aqui, inclusive, que ele se consagrou na música brasileira com a canção que mencionamos agora pouco, Chega de Saudade, em 1957.

João Gilberto é homenageado na Caixa Cultural

Foi ele um dos principais nomes a levar a música popular brasileira ao mundo, principalmente pros Estados Unidos e pro Japão. Coleciona prêmios, entre eles um Grammy e o título de top-15 maior voz brasileira de todos os tempos, de acordo com a revista Rolling Stone. Mesmo com tanto reconhecimento, ele, que atualmente está com 84 anos,  leva uma vida discreta e longe dos holofortes em um apartamento no Leblon e vai receber uma justa homenagem entre os dias 16 e 18 de julho, na Caixa Cultural do Rio de Janeiro. Por trás do tributo, Renato Braz, Nailor Proveta e Edson Alvea.

Vai ser o lançamento do álbum Silêncio – Um tributo a João Gilberto no Rio de Janeiro. O trio já rodou o Brasil com esse show, que teve estreia em abril do ano passado em Curitiba. Inclusive, as gravações que rolaram durante o lançamento oficial do CD na capital paranaense viraram um documentário produzido pelo Canal Brasil e dirigido por Zeca Ferreira. Um dos triunfos do disco do trio é não se prender apenas no tempo da bossa nova, mas abranger diversas fases da carreira de João.

João Gilberto é homenageado na Caixa Cultural

Daí, de forma bem peculiar, reverenciando a musicalidade do mestre e com um toque autoral bonito de se ver, os três se inspiram em grandes canções que vão desde Eu vim da Bahia, passando por Caminhos Cruzados e por Pra que discutir com Madame até clássicos como a canção italiana Estate (que foi incluída no representativo álbum Amoroso, de 1976). Isso sem falar nas não tão óbvias como Preconceito e Farolito. Como Renato Braz lembra com propriedade, “João Gilberto é um cantor fascinante: ele tem uma voz enorme e canta baixinho, é comovente ver como a música dele ecoa no mundo inteiro, é um fenômeno”.

Silêncio – Um Tributo a João Gilberto com Renato Braz, Nailor Proveta e Edson Alves

Data: 16 a 18 de julho de 2015 (de quinta a sábado)

Horário: 19h

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro de Arena, Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca). Telefone: (21) 3980-3815

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