No miolo do Centro carioca, um respiro ao subir o morro. O Morro da Conceição voltou a cair no gosto dos cariocas depois que foi iniciado o processo de revitalização da Zona Portuária. Por lá, um silêncio faz esquecer do barulho do centro e as vielas e construções que datam do período colonial levam a desacreditar que aquilo é mesmo centro. Melhor: não faltam atrações interessantes por ali para passear um dia inteirinho.

 

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O Morro é conhecido por ter inúmeros ateliês de artistas, como é o caso de Paulo Dallier que, no número 52 na subida da Rua Acre, expõe várias de suas coloridas e detalhadas obras de arte. Os quadros desse senhor de mais de 80 anos são de colorir os olhos e, mais do que isso, são caminho pra décadas de história e de percepção das mudanças que o Morro já sofreu. Mas também o que permaneceu: a arquitetura é tipicamente portuguesa e mentêm-se conservada até hoje. Pode passar por ali e entrar – provavelmente Dallier estará sentado na poltrona com as portas abertas pra quem quiser chegar e trocar um lero. Ah! A vista da sua casa é incrível – além da Baía de Guanabara, a casa é virada para o Museu de Arte do Rio, o MAR.

 

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O MAR, inclusive, é outra atração ali próxima imperdível! Com uma programação super interessante, o museu ocupa dois prédios diferentes: um deles é o palacete tombado Dom João VI e o outro, um edifício modernista. O que une os dois prédios é uma passarela em forma de onda. São quase 15 mil metros quadrados, oito salas de exposições (que por agora estão recebendo “Do Valongo à Favela: imaginário e Periferia”, “Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas”, “Guinard e o Oriente, entre o Rio e Minas” e “Museu do Homem do Nordeste”), além da Escola do Olhar, espaço destinado para cursos e workshops.

 

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Mas não pára por aí: vale a pena cair no samba que invade a base do Morro, na Pedra do Sal, todas as segundas feiras. Clássico! O nome da pedra vem do fato de que era ali que o sal importado de Portugal era descarregado por escravos africanos e foi ali que foram fundados os primeiros ranchos carnavalescos e afoxés no século XIX. Lá perto, em um prédio na Rua Coelho e Castro, está o maior grafite do Rio, feito pelo artista Toz em 2013. São cerca de 30 metros de altura por 70 de largura. Tem também a Fortaleza da Conceição, erguida entre 1713 e 1718 para ser um ponto estratégico de defesa da cidade. É aberto pra visitação de segunda a sexta. Além disso tudo, vale explorar os restaurantes e bares que delicadamente se espalham pelas vielas do morro. História,diversão e beleza!

 

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