Basejump, Rio de Janeiro, wingsuit

 

A caminhada é árdua. Algumas horas de subida, escalada, barrancos… Chega lá no topo, 842 metros acima do nível do mar, contempla o mundo aqui em baixo e respira. Medita, relaxa… Não tem nada que o segure. Sai correndo e se joga. Se joga, literalmente! Coisa de louco. “Mas tudo é loucura”, brinca Hugo Langel van Erven. O paulista de São José do Rio Preto já está acostumado com isso, desde 2007, quando estava em Lodi, na Califórnia, ele pratica o Base Jump.

 

Basejump, Rio de Janeiro, Pedra da Gávea, wingsuit

 

Como ele mesmo explica, “Base Jump é um salto de páraquedas a partir de objetos fixos”. As iniciais de BASE, em inglês, representam os principais objetos utilizados para a prática: Building, Antenna, Spam & Earth – Prédio, Antena, Ponte e Terra. As alturas são, sempre, mais baixas do que a que um saltador de páraquedas convencional usa de um avião. Hugo, que mora no Rio e começou com a escalada e hoje é atleta de highline e wingsuit, aprendeu a voar na Califórnia, nas montanhas do Yosemite Park.

 

Basejump, Rio de Janeiro, Pedra da Gávea, wingsuit

 

A prática de basejump vem ganhando mais e mais adeptos pelo mundo e no ano passado rolou a primeira etapa do Mundial de Corridas de WingSuit. Wignsuit são aquelas roupas que os atletas usam, estilo “macacão com asas”, que ajuda a controlar a velocidade em queda livre. “É muito doido estar correndo com o wingsuit onde a ideia é saber quem vai mais rápido”, ele, que ficou em terceiro lugar, conta. “Fiquei bem feliz com a minha colocação entre os melhores pilotos do mundo e por competir com meus heróis do esporte”. Hugo acabou machucando o joelho e ficando fora da competição em 2013 e 2014. Mas 2015 está aí e ele vai estar de volta.

 

Basejump, Rio de Janeiro, Pedra da Gávea, wingsuit

 

“O treino varia muito dependendo da época do ano”, ele conta, “No inverno, por exemplo, eu salto quase todos os dias por conta do clima ser mais agradável”. Sua montanha predileta é a Pedra da Gávea, “Mas temos vários outros lugares como o Corcovado, o Pão de Açúcar e objetos urbanos como prédios e antenas”. Ah, o Rio e suas montanhas…

 

Basejump, Rio de Janeiro, Pedra da Gávea, wingsuit

 

Para quem quiser, quem sabe, se aventurar nessa experiência, Hugo diz que o melhor caminho é começar pelo paraquedismo. No Rio não há escolas operando, mas aqui pertinho, em Resende, tem a Skydive Resende. Motivação, para ele, não falta: “Estar nas montanhas e voar é incrível. Meu sonho como escalador ao chegar no cume de uma montanha era sair dali voando e hoje isso é real”. Voar e sonhar, sonhar e voar. Ações tão interligadas que, pra Hugo, encontram a realidade.

 

Basejump, Rio de Janeiro, Pedra da Gávea, wingsuit

foto: Evandro Rocha

 

 

 

Basejump

 

 

 

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