Se você perguntar para a Fernanda, para o Marcos ou para a Luiza o que os inspiram, a resposta não vai ser uma só. Talvez eles parem para pensar um pouco, mas em questões de segundos vão começar a narrar histórias que mostram o lado mais puro do ser humano. Os três trabalham com isso. Mais do que isso, eles vivem disso. Há pelo menos 2 anos, eles são a equipe que toca o Instituto Phi, cuja maior missão é conectar pessoas físicas de alto poder aquisitivo ou empresas com instituições de filantropia espalhadas pelo Rio. Essas, por sua vez, trabalham no plano micro. E no plano micro mudam vidas.

 
Instituto Phi

 

A história do Instituto passa, principalmente, pela história de Marcos Flávio Azzi, empresário que saiu de Minas para trabalhar em São Paulo e antes dos 36 anos ficou milionário. Nessa, ele criou o Instituto Azzi, que há 7 anos atua em São Paulo e há 2 anos aqui no Rio conectando pessoas físicas com instituições. No ano passado, pela necessidade que sentiram em ampliar o público e passar a conectar empresas também, foi lançado o Phi. Além da conexão de pessoas físicas e empresas, eles dão consultoria para empresas apoiarem projetos sociais através de leis de incentivo.

 

O trabalho é lindo. Mas certamente alguns vão criticar: filantropia não muda a estrutura, só o pontual. Bem, Marcos têm a resposta na ponta da língua para desmistificar isso: “Existe um debate filosófico, de que você não tem que dar a vara, mas ensinar a pescar. Só que enquanto a gente discute isso, tem gente morrendo de fome. Há espaço para tudo.”, ele explica, contando que são necessários, sim, negócios sociais de longo prazo, mas que existe também uma necessidade imediata. “É tanto problema diferente que você precisa da inspiração, da estruturação e do imediato”, ele coloca, já sendo completado por Fernanda: “O nosso slogan é filantropia inteligente – tem que ser uma coisa que faça sentido para quem está doando e para quem está recebendo e é isso que nós fazemos, tentamos unir o bolso com o coração”.

 
Quadrinho para refletir

 

Nesse meio tempo, eles já catalogaram mais de 600 organizações entre Rio e São Paulo. Se antes eram eles que iam atrás, hoje em dia estão sendo procurados pelas organizações, que são todas avaliadas com relação à solidez, ao impacto, objetivo, foco e por aí vai. “Muitas chegam sem esses dados, e é um exercício para elas ter que preencher esse questionário”, Fernanda conta.

 

 

"Você nunca sabe que resultados virão da sua ação. Mas se você não fizer nada, não existirão resultados"

 

 

O próprio Instituto Phi vem, desde o final do ano passado, criando meios para pensar na sua própria sustentabilidade financeira. E daí, claro, parcerias das mais legais vêm surgindo, como a com aBenfeitoria e com o Recorrente, projeto novo de crowdfunding contínuo para todos aqueles que acreditam e querem apoiar a causa com qualquer valor (a partir de R$10 você já se torna um microdoador, clique aqui para saber mais).

 

Para Fernanda, é muito claro que, apesar das dificuldades, ela tem um bom motivo para acordar todos os dias. “Escutar as histórias de quem montou os projetos sociais, o porquê deles trabalharem lá e o que os levou a criar aquilo e também a história dos investidores e o porquê deles fazerem aquilo é muito genial”. E daí eles três seguem, de micro em micro, conectando quem precisa ser conectado e deixando o mundo, sim, um bocado melhor do que ontem.

 

 

  • 31/03 e 01/04 – Aprendendo a Somar Esforços – Palestras Gratuitas | Jetss

    07 04 2015

    […] dias 31 de março e 1° de abril, o Senac, em parceria com o Instituto Phi, promove o evento “Aprendendo a Somar Esforços”, que tem como objetivo a troca de […]

O seu endereço de e-mail não será publicado.