Perfil cultural do carioca é mapeado em pesquisa – Seminário gratuito acontecerá nos dias 1 e 2 de junho, no Memorial Municipal Getúlio Vargas

01 de junho de 2016

O Rio de Janeiro conta com inúmeras opções de lazer espalhadas pela cidade, que vão desde eventos gratuitos até produções grandiosas. E quem acessa essas produções? De que maneira? Usufruem no seu próprio bairro ou se deslocam para outros locais? Qual é o impacto das novas tecnologias no cotidiano cultural da cidade? Estas e outras questões foram levantadas pela pesquisa que traçou o perfil cultural dos cariocas e será apresentada nos dias 1 e 2 de junho, no Memorial Municipal Getúlio Vargas (Praça Luis de Camões, s/n°, Glória), através de um seminário gratuito. Serão disponibilizadas 116 vagas, e as inscrições são no site www.jleiva.com.br/cultura_no_rio.

perfilculturaldoscariocas

O Seminário será dividido em duas etapas por dia, na parte da manhã e na parta da tarde. No primeiro dia serão abordados assuntos sobre Artes Cênicas (10h às 13h) e Música (15h às 18h). No dia seguinte será a vez de falar sobre Museus & Exposições (10h às 13h) e Audiovisual (15h às 18h). Será uma oportunidade ímpar para gestores, pesquisadores, artistas, produtores, estudantes, patrocinadores e pessoas ligadas à cultura conhecerem e debaterem os resultados da pesquisa, além de entenderem melhor os hábitos culturais dos cariocas de cada região e da cidade como um todo.

A pesquisa identificou o percentual de pessoas que foram a diversas manifestações culturais no último ano, há mais de um ano e também as que nunca tiveram a oportunidade de ir ao cinema, ao teatro, a museus, entre outras atividades. Hoje, a cidade conta com 6,5 milhões de pessoas e com uma população acima de 12 anos que soma 5,5 milhões. Para a avaliação foram ouvidas 1.537 pessoas com faixa etária a partir de 12 anos, em pontos de grande fluxo populacional da cidade, entre os dias 21 de janeiro e 6 de fevereiro de 2015, com base em um questionário com cerca de 60 perguntas. A amostra segue os dados do IBGE (CENSO 2010) e o critério de classificação econômica Brasil, com margem de erro de 3% (para mais ou para menos). A pesquisa foi produzida com patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura (SMC) e realizada pela JLeiva Cultura & Esporte em conjunto com a empresa O Baile e levada a campo pelo Instituto Datafolha. Os dados estarão disponíveis no site www.jleiva.com.br/cultura_no_rio.

“Os resultados mostram que a atividade cultural mais praticada fora de casa é o cinema, com 68% dos moradores foram ao cinema nos últimos 12 meses. Na sequência, aparecem os shows musicais com 52%, e as festas populares com 50%. As demais atividades tiveram todas percentuais inferiores a 40%: 35% foram a bibliotecas, 31% a museus, 31% a teatros, 21% a espetáculos de dança, 15% ao circo, 12% a saraus e 9% a um concerto de música clássica”, observa João Leiva, da JLeiva Cultura e Esporte.

Um dado interessante apontado pelo estudo é que em tempos de Facebook , Twitter e diversas redes sociais, o boca a boca ainda é a melhor ferramenta para divulgar a atividade cultural. Seguido do que é visto pela TV e pelo que se encontra na internet, rádios e jornais, empatados em terceiro lugar. Uma observação importante neste mesmo item vai de encontro à mudança de hábitos nos dias de hoje: os meios digitais ultrapassam todos os veículos “tradicionais”, inclusive a TV. Em outro recorte, utilizando uma população acima dos 45 anos, a TV lidera junto com o boca a boca. Já na população jovem (até 24 anos) o digital lidera com uma margem bem ampla, deixando a TV muito para trás e ficando, inclusive, à frente do boca a boca.

Alguns itens diagnosticados são evidências claras das diferenças que ocorrem há anos: áreas em que a educação e renda são baixas, o acesso à cultura tende a ser menor. Na outra ponta, a melhoria de renda e escolaridade afetam positivamente todos os indicadores culturais. Entre as pessoas com ensino superior, apenas 5% nunca foram ao teatro e 6% nunca foram a um museu. Se considerarmos os moradores com ensino médio, esses percentuais sobem para 28% e 21%, respectivamente. Mas entre os que têm apenas ensino fundamental, a exclusão é bem maior: chega a 53% no caso do teatro e 45% no caso dos museus.

 João Leiva, economista à frente do Seminário

João Leiva, economista à frente do Seminário

Há também a exclusão por faixa etária, onde as práticas culturais perdem força conforme a população envelhece. Explica-se, pois boa parte das políticas culturais são voltadas para os jovens. Para quem tem mais de 60 anos, a exclusão chega ao patamar de 14% para no caso do cinema, e em se tratando em teatro e museus, o percentual é maior: 40% e 36%, respectivamente. Em todos os segmentos listados pelo estudo, o público que não tem filhos é o que mais acessa as atividades culturais.

Quando a análise busca as razões pelas quais parte dos moradores do Rio não vão ao teatro, a museus ou ao cinema, o motivo que aparece com mais força é o desinteresse, e não razões econômicas, como muitas vezes se imagina. Os motivos financeiros vêm em seguida. Outras razões apontadas são a falta de tempo, a ausência de equipamentos perto de casa e, no caso do cinema, a possibilidade de se assistir aos filmes em casa.

O público que utiliza os equipamentos enxerga mais o que acontece em seu bairro e nas adjacências, fazendo uso cultural do que lá existe. Este levantamento coloca que há grandes oportunidades em cada região da cidade a serem observadas com mais atenção para futuras ações.

Serviço

Seminário Perfil Cultural dos Cariocas

Dias 1 e 2 de junho

Local: Memorial Municipal Getúlio Vargas (Praça Luís de Camões, s/n°, Glória)

Gratuito – inscrições abertas no site www.jleiva.com.br/cultura_no_rio

Vagas: 116

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