O segundo passeio bilíngue do Rolé Carioca será no mais novo e movimentado cartão postal da cidade

20 de setembro de 2016

Ainda em clima olímpico, o Rolé Carioca fará seu segundo passeio bilíngue do ano ao visitar, no dia 25 de setembro, a riqueza histórica da Orla Conde, conhecida por todos nós como a Zona Portuária que foi totalmente revitalizada e se tornou o novo cartão postal do Rio. Às margens da Baía de Guanabara, ela abriga o principal porto da nossa cidade que será recriado historicamente pelos professores William Martins e Rodrigo Rainha. A ideia é olhar a cidade de um novo ângulo, conhecer o Rio de nosso passado, olhando e curtindo a nossa história. E se surpreender com a cidade que voltou a ter uma vista privilegiada da Baía da Guanabara com a demolição do Elevado da Perimetral. Essa frente marítima redescoberta poderá ser apreciada de ponta a ponta em grande estilo. O ponto de encontro será nos jardins do Museu Histórico Nacional, às 9h. Sempre lembrando que o Rolé Carioca é de todos: gratuito e sem ficha de inscrição.

rolecariocaportomaravilha

Arborizado, o espaço na região do Porto Maravilha depois das obras voltou a ter a circulação de pedestres e ciclistas nos deques, calçadão, ciclovia, praças e áreas de convivência. A área histórica foi cortada por um novo meio de transporte, o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). Mas recordando, o verdadeiro porto do Rio ia das margens ao pé do Morro do Castelo, na Misericórdia, e ia até um pouco depois da Praça XV, Cais do Valongo e da Prainha. “Hoje, muito da história do Rio de Janeiro é contada por uma nova arqueologia, feita no fundo da baía de Guanabara, que ajuda a nos mostrar onde eram os antigos armazéns, o que as pessoas descartavam. O mar tornou-se uma área fantástica para descobrir do Rio de Janeiro antigo”, diz William Martins.

Orla Conde, zona portuaria, rio de janeiro

Orla Conde. Foto: Fernando Fraem.

A história conta que nos dois primeiros séculos de ocupação da cidade, o porto do Rio de Janeiro localizou-se em pontos abrigados e não passavam de cais. Os navios ancoravam na Baía de Guanabara e a ligação com a terra se estabelecia através de botes que desembarcavam passageiros e mercadorias e recebiam mantimentos e água. A situação geográfica era propícia já que a baía além de protegida por montanhas, possuía águas profundas. Os portos coloniais não se constituíam ainda em indústrias flutuantes, característica que passaram a apresentar a partir do século XIX com o advento da navegação a vapor e de grande porte. O Rio de Janeiro Colonial era, ao mesmo tempo, porto, fortaleza, capital e a porta do hinterland (palavra alemã que significa ‘terra de trás’, de uma cidade ou porto) e foi entorno do porto que a cidade começou a crescer.

Praça XI década de 30.

Praça XI década de 30.
Acervo BNDigital

Para contar passo a passo dessas mudanças históricas até os dias de hoje, o passeio começará nos jardins do Museu Histórico Nacional (ponto de encontro). Dali, o grupo segue para o Instituto Histórico Cultural da Aeronáutica e passa pela Praça Marechal Âncora, chegando até as Barcas Transporte Marítimos e o Espaço Cultural da Marinha. Depois, a nova orla permite a redescoberta da antiga Alfândega (atual Casa França Brasil) e da Igreja da Candelária, edifícios que foram construídos de frente para o mar. No caminho que contorna o Mosteiro de São Bento, veremos a passagem para a ilha das Cobras e as instalações da Marinha, como o Centro de Análises de Sistemas, até chegar ao conjunto renovado da Praça Mauá: o Museu de Arte do Rio de Janeiro, as Docas e Museu do Amanhã.

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