Tatuagem é marca na pele, infinita, daquelas que identificam pessoas e viram marca registrada. Nosso belo Rio de Janeiro tem também suas tatuagens. Basta olhar pro calçadão de Copacabana para saber do que se trata. Ou ainda as calçadas formadas pelas pedras portuguesas do Centro da cidade. Por trás dessas referências, ah, um monte de história e ainda mais valor que já serviram de inspiração para as mais diversas formas de arte, da fotografia à pintura, de cartões postais à moda. É com o foco nessa marca tão forte do Rio que foi inaugurada dia 12 de junho a exposição “Tatuagens Urbanas e o Imaginário Carioca“, no clássico Museu Histórico Nacional. Mais uma daquelas incríveis para comemorar os 450 anos dessa cidade linda, cheia de belezas.

O icônico calçadão de Copacabana

Foram três os módulos escolhidos para dividir a expo: histórico, do calceteiro e imaginário carioca. O primeiro vai contar com acervos de várias instituições, como o Museu da Cidade de Lisboa ou ainda registros relacionados aos calçadões de Copa e Ipanema. O módulo calceteiro vai trazer um acervo do Museu dos Moldes de Lisboa e fotografias e filmes de várias épocas. O último dos módulos -será um dos que vai despertar maior atenção do público- vai reunir objetos inspirados nas calçadas do Rio e mostrar como o carioca se apropriou dessa marca registrada da cidade. Pra isso, serão expostos peças de nomes de peso da esfera cultural do Rio, como Oskar Metsvaht (da Osklen), Lenny Niemeyer e Isabela Capeto, além de móveis assinados por Chico Gouveia, Lia Siqueira, Jaqueline Terpins e Ateliê Lattogg. Tem mais: jóias de Burle Marx e Oscar Niemeyer.

Coleção da HStern assinada por Burle Max (Foto: Divulgação)

A exposição nasceu do livro “Tapetes de Pedra”, de 2010, da produtora Renata Lima, que é quem assina o projeto. Ela, que se encantou com as formas dos pavimentos e com as formas dos desenhos criados especialmente para compor as calçadas, conta que “Através de acervos de instituições de Portugal e do Brasil, apresentamos telas, desenhos, fotos e moldes que formam um conjunto expositivo da maior relevância para se conhecer o tema proposto”. Para ela, “A parceria com a Câmara de Lisboa nos possibilitou os empréstimos de obras originais, verdadeiros tesouros do Patrimônio Urbano”.

Poltrona Copacabana de Jacqueline Terpins (Foto: Divulgação)

A exposição rola até o dia 1 de agosto e no dia 23 de junho, no Auditório do Museu Nacional, vai rolar o Seminário Calçadas Públicas, em que três mesas de debates reunirão profissionais renomados para discutir sobre o tema, como Pedro Home de Gouveia, coordenador da Equipe do Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa, Washington Fajardo, presidente da INEPAC e Marcus Belchior, secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos.

Mesa Cobogo assinada por Lia Siqueira (Foto: Divulgação)

Museu Histório Nacional de 12 de junho a 01 de Agosto

Praça Marechal Âncora, s/nº
Próximo à Praça XV

Horários: Aberto ao público de 3º a 6º feira, das 10h às 17h30 e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h.

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