Nada de beca ou canudo. Aqui os formandos trajam roupa colorida e nariz de palhaço. No dia 30/10, sexta-feira, às 20h, a Escola Nacional do Circo recebe a primeira “Palhaçatura” – Rito de Passagem de artistas formados pela EsLiPa – Escola Livre de Palhaços nos anos de 2012, 2013, 2014, e 2015. E quem fará o batismo dos novos artistas será Teófanes Silveira, o palhaço Biribinha. A atividade é aberta ao público, e o melhor, de graça.

escola de circo

Com aulas no Rio de Janeiro, a EsLiPa, desenvolveu cursos em nove módulos, sendo um a cada mês, com duração de seis dias cada. A formação apresentou as várias facetas cômicas e desenvolveu as habilidades do mundo dos palhaços. O maranhense Jean Pessoa enfrentou pouco mais de 2 mil quilômetros por mês e afirma que o trabalho em conjunto foi a receita de sucesso da formação. “A escola, os professores e esse grupo formaram um coletivo muito bom. Todas as pessoas foram importantes durante esse tempo de aprendizado. Eu tive um crescimento pessoal e profissional, e passei a ver a vida com mais poesia. É um rito de passagem de amor”, define o artista.

 

Primeira escola do gênero no Brasil, a EsLiPa já formou mais de 70 artistas de várias regiões do Brasil e tornou-se referência nacional na formação do palhaço brasileiro. Na coordenação da turma, Richard Riguetti e Lilian Moraes acreditam que o momento é de celebração. “Essa é a primeira formatura de palhaços da história do Brasil. Como fundadores e coordenadores da ESLIPA, sentimos uma profunda emoção. Mais de cinquenta palhaços de várias regiões do Brasil entrarão em uma nova fase de suas vidas artística e cidadã. Atingirão um novo patamar na arte e no oficio da palhaçaria. A emoção está na ponta do nariz!”, afirmam.

escola de circo

Ao fim de cada módulo, foi realizada uma dinâmica no Largo do Machado, levando arte de graça para espectadores de todas as idades. Para a aluna Fran Marinho, paranaense que mora em São Bernardo do Campo/SP e que fundou, no ABC Paulista, a  Companhia do Asfalto, as aulas foram uma oportunidade de aprendizado e compartilhamento do saber. “Pra mim foi um processo de muito aprendizado com amor a profissão de palhaço. Vim da rua, aprendi muita coisa e trouxe essas experiências para a minha cidade. Eu acredito que o palhaço nunca está formado e sempre terá algo para aprender. E nesse curso eu aprendi a necessidade do amor e ele só aumentou a minha capacidade de amar”, enfatiza Fran.

 

A formação incluiu oficinas de palhaço, corpo, voz, acordeom, percussão, magia cômica, mímica, figurino, maquiagem, história do circo, manipulação de objetos, entre outras lições. Para Gzuis Lima, carioca de 67 anos, a forma de abordagem de cada tema da arte da palhaçaria foi fator preponderante para o sucesso do curso.

“Quando a gente entra em uma sala de aula, tem uma orientação do que eles acham que você deve saber. Na EsLiPa é diferente: eles direcionam qual ramo da arte você pode seguir. Não existe um pragmatismo. Eu aprendi que não existe salvação das pessoas sem a arte”, finaliza o palhaço que largou o MBA em Tecnologia da Informação, para viver do ofício de ser palhaço.

  • Gzus Lima

    29 10 2015

    É muito bom ser Eslipiano…

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